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sábado, 18 de abril de 2015

Jardim Alnwick

    A jardinagem parece ser um passatempo bastante inofensivo. Afinal, não é muito estressante cuidar de todas aquelas flores e vegetais amigáveis… certo?
    Bem, um jardineiro experiente pode lhe contar sobre arbustos espinhosos e ervas venenosas, mas tudo isso não se compara às coisas que esse jardim abriga.
 Eles não estão brincando!



    O Jardim Alnwick, em Northumberland, na Inglaterra, possui uma variedade de espécimes exuberantes. Cada planta neste jardim botânico macabro é venenosa ou estupefaciente.
    Embora soe como uma relíquia gótica que sobrou de tempos passados, o jardim foi na verdade criado apenas há pouco tempo por Jane Percy, a Duquesa de Northumberland. Ela queria um jardim, mas diferente de qualquer outro. Ela ficou interessada em plantas que causam problemas em vez de resolvê-los.
    Sim, você pode visitá-lo. Para chegar ao jardim, os visitantes são conduzidos através de um longo túnel verde.
  O jardim é o lar de algumas das substâncias mais tóxicas do planeta, incluindo a Atropa belladona (beladona, relacionada com batatas e tomates), Strychnos nux-vomica (estricnina), e Conium maculatum (cicuta).
  Ele também abriga uma coleção de plantas entorpecentes como papoulas de ópio, tabaco, psilocibina (cogumelos “mágicos”), plantas de coca (de onde a cocaína vem), e a cannabis. Algumas das plantas são mantidas em gaiolas, e no passeio, os visitantes são mantidos relativamente perto delas.
  Ficar longe das plantas mortais às vezes não é suficiente; algumas pessoas desmaiam só de estar perto de certas espécies.
  Esta é a Nicandra, uma das muitas plantas da família das solanáceas. Nem todas as plantas da família são venenosas, como beringelas e petúnias. No entanto, a mesma família também inclui a beladona, a mandrágora e a datura, todas altamente venenosas.
  Esta é a flor trombeta de anjo. Parece inofensiva, mas o seu pólen tem propriedades alucinógenas semelhantes aos do LSD. No período vitoriano, as mulheres eram conhecidas por polvilhar isso em seu chá. O excesso também causa uma poderosa overdose.
  O acônito é tão venenoso que colocar suas raízes em um poço mataria uma aldeia inteira. Seu nome em latim, Aconitum, vem de uma palavra grega que significa “sem luta”, por causa de sua ação rápida e natureza mortal. Deve ser manuseado com luvas, uma vez que a toxina pode também ser absorvida através da pele. Cleópatra usou isso para matar seu irmão.
  Louros são comuns em toda a Inglaterra e em outras áreas da Europa, mas seu fumo é tóxico. No entanto, isso não significa que ele não possa ser comido, e provavelmente você já adicionou em sua comida uma folha dessas.
  A árvore laburno tem componentes venenosos. Ingerir suas folhas faz a pessoa entrar em coma e espumar pela boca.
  Esta planta nos dá sementes de mamona, que podem ser usadas para criar duas coisas: óleo de rícino, um laxante suave, e ricina, um veneno extremamente mortal para o qual não há cura.
  Finalmente, temos a planta tóxica favorita de muitos: a cannabis.
 Por causa de seu conteúdo, o jardim é fechado todas as noites e mantido em segurança máxima. Apesar de ter sido inaugurado oficialmente em 2005, partes do jardim ainda estão incompletas e em construção. Além das várias maneiras de ser morto pelas plantas, o jardim é também o lar de um labirinto de bambu e uma casa na árvore multi-nível – ambos sem nenhum veneno. [Smithsonian, Atlas Obscura]
    É, realmente algumas plantas podem ter uma beleza de matar!!
   
      

terça-feira, 3 de março de 2015

Saiba quais são as profissões do futuro!!!

Alexandre Affonso

  Há menos de duas décadas você não tinha pensado em consultar um webdesigner ou fazer um curso à distância vendo as aulas no computador.Se a tecnologia elimina alguns postos de trabalho,ela também cria novas profissões.O consenso entre futurólogos é que estamos entrando em uma era de confiança na ciência como nunca vivemos e, por isso, em alguns anos sua profissão não vai mais existir nos moldes de hoje. Para traçar esse futuro, o governo britânico encomendou ao grupo Fast Future a pesquisa The Shape of Jobs to Come (A forma dos empregos que virão, em português), um estudo com 486 participantes de 58 países em 6 continentes para elencar quais seriam as profissões dominantes nos próximos 20 anos. Essas mudanças são projetadas sobre o que já está acontecendo hoje: urbanização intensa, aumento populacional e do número de idosos, popularização da ciência ajudam a definir para onde irá o mercado de trabalho nas próximas décadas. 

  Segundo a pesquisa, uma das áreas que vai gerar mais empregos até 2030 será consultoria de bem-estar para idosos,Profissionais capazes de articular diversas áreas da saúde para ajudar os velhinhos do futuro a viver melhor. Aliás, no mundo das novas profissões, articulador virou palavra-chave. Aqueles que souberem unir diferentes áreas do conhecimento para gerar novos serviços,Passam a valer ouro. Por isso é que vale cursar diferentes graduações ou seguir especializações dentro de uma mesma área. O especialista em Direito Digital Eduardo Kruel é um dos raros profissionais na área no Brasil. 

  Seu diferencial dentro da profissão aconteceu, principalmente, pela dupla formação. “Antes de partir para o curso de direito, eu já tinha a graduação em tecnologia da informação.” 

  O Brasil está em posição privilegiada nesse cenário. Deve se firmar como um dos maiores poderes científicos mundiais por volta de 2025, se continuar seguindo a política de investimentos em pesquisas e colaboração internacional, diz um estudo de outra consultoria britânica, a Sigma Scan. Para se ter uma ideia, o número de cientistas formados dentro do país cresceu oito vezes nos últimos 15 anos. Já as carreiras que envolvam vendas e atendimento tendem a desaparecer. “Os serviços de e-commerce vão acabar com muitos postos locais. Logo mais, as livrarias serão apenas um local de encontros, já que a venda de livros online já supera o comércio nas lojas”, diz Michael T. Robinson, diretor da Career Planner, uma das maiores empresas americanas de aconselhamento profissional. 

  Mas então, o futuro é quase a realização de um episódio dos Jetsons, em que muitas das funções vão ser exercidas por robôs? Para o futurólogo britânico e autor do livro You Tomorrow, Ian Pearson, haverá espaço para o humano, especialmente nas artes. “Profissões de cuidados humanos ou artes não tendem a desaparecer. Quando queremos contato humano, não é só uma questão de performance ou eficiência. Às vezes é puramente uma questão de empatia. Precisamos saber que a outra pessoa pode nos compreender e se colocar em nosso lugar. Isso, só um outro humano pode fazer.” 


Guia Turístico do Espaço 
Alexandre Affonso

O QUE É | Com a largada dos primeiros voos turísticos comerciais no espaço, prevista para 2015, surge um novo posto de trabalho, o de guia espacial. Ele precisará ter noções de segurança em órbita e também de entretenimento, capacidade de comunicação, além de ser um bom contador de histórias, como os guias tradicionais.

POR QUE VAI BOMBAR | A proposta da empresa Virgin Galactic é de se tornar a primeira linha aérea comercial a levar passageiros para o espaço ao custo de US$ 100 mil por 2 horas de entretenimento espacial. A companhia já tem seus primeiros voos em baixas órbitas previstos para 2015 e pelo menos 450 nomes na lista de espera. A Space Adventures, agência que, em parceria com a Nasa, já levou 7 turistas para o espaço, estima que por volta de 2020 aproximadamente 140 pessoas já terão entrado em órbita ao menos uma vez.

QUANDO VAI ROLAR | Os primeiros voos vão durar no máximo duas horas. Só daqui alguns anos é que os voos vão mesmo se estender para órbitas mais distantes, até bases na Lua ou outros planetas. O salário será a partir dos US$ 65 mil por ano.

COMO SE PREPARAR | Os interessados devem ter conhecimentos de cosmologia, astronomia, ciências espaciais, geografia, história e geologia. A empresa russa Country of Tourism oferece um treinamento de 10 dias no Centro Gagarin que dá uma base de conhecimentos espaciais para que os interessados decidam qual rumo tomar. 
Lixólogo 
Alexandre Affonso

O QUE É | O lixólogo, também chamado gestor de resíduos, será o profissional especializado em propor soluções para os detritos do meio urbano, não só das empresas, transformando-os em fontes energéticas que gerem gás e outras formas limpas de energia.

POR QUE VAI BOMBAR | Só para se ter uma ideia, o volume de lixo produzido no mundo aumentou três vezes mais do que a população nos últimos 30 anos. Além disso, o aumento da qualidade de vida implica em consumo maior e aumento da montanha de lixo no planeta. Os salários para o gestor de resíduos nas empresas ficam entre R$ 10 mil e R$ 14 mil.

QUANDO VAI ROLAR | Pelo aumento de produção de lixo no mundo, a solução é para ontem. Já existem cursos na área de gerenciamento de resíduos e energia limpa no Brasil — os formados costumam ser contratados por empresas que precisam cuidar de seus detritos. O mercado em indústrias químicas e de saneamento também tende a se expandir.

COMO SE PREPARAR | Já existem cursos de pós-graduação para gestão de resíduos, mas ainda não temos no Brasil cursos de graduação na área. O caminho mais fácil para quem quer trabalhar como lixólogo é a graduação em engenharia ambiental ou química e uma especialização nos cursos de pós-graduação focada em gestão de resíduos. 

Fazendeiro Vertical 
Alexandre Affonso
O QUE É | As fazendas verticais serão edifícios urbanos destinados à produção de hortifrutigranjeiros e os fazendeiros do futuro irão misturar planejamento urbano com agronomia. “Um prédio de 30 andares poderá produzir alimentos para cerca de 10 mil pessoas por mês e comportar também animais de pequeno e médio porte”, diz o arquiteto Rafael Grinberg Costa, que está trabalhando no projeto de revitalização de edifícios abandonados em São Paulo. “Poderemos comer alimentos mais saudáveis e dos quais sabemos exatamente a procedência.”

POR QUE VAI BOMBAR | Alimentar a população de quase 9,1 bilhões de habitantes, prevista para os próximos 40 anos, será insustentável. Isso vai representar cerca de 1 bilhão de hectares de terra a mais para o cultivo de alimentos, segundo a ONU. “Além dos problemas de devastação e contaminação do solo, o transporte de alimentos até a cidade representa um grande problema”, diz Jean Ometto, pesquisador do Inpe.

QUANDO VAI ROLAR | Segundo o centro de pesquisas britânico Fast Future, as fazendas verticais serão realidade já em 2015. No Brasil, onde não faltam terras para cultivo, o projeto tende a levar mais tempo a ser implantado.

COMO SE PREPARAR | Não há um curso específico para se tornar fazendeiro vertical, mas será necessária uma forte base em agronomia, conhecimentos de engenharia, arquitetura e urbanismo, todos cursos já existentes no Brasil. 

Fiscal de mudanças climáticas 
Alexandre Affonso
O QUE É | Na previsão dos futurólogos, até o clima será espaço para disputas políticas. É aí que entra o fiscal de alterações climáticas, que irá monitorar empresas ou órgãos governamentais que tiverem permissão para fazer alterações meteorológicas. Seria também função dele conceder licenças para intervenções nos padrões climáticos e evitar ataques terroristas químicos na atmosfera, por exemplo.

POR QUE VAI APARECER | “Esse tipo de prática nem poderá ter efeitos ambientais nocivos”, diz Jean Ometto, pesquisador do Inpe, sobre a necessidade de se acompanhar as intervenções ambientais.

QUANDO VAI ROLAR | Segundo a Fast Future, os primeiros da área devem aparecer por volta de 2020. Tudo depende do futuro climático. Mas na China já existem camponeses recrutados pelo governo para ajudar a produzir chuvas em áreas secas.

COMO SE PREPARAR | Profissão que está apenas na previsões, os fiscais ainda não chegaram aos meios acadêmicos. Um ponto de partida seriam cursos de meteorologia ou gestão ambiental, mais noções de legislação na área. 

Perito Forense Digital 
Alexandre Affonso
O QUE É | Uma mistura de geek com Sherlock Holmes, o perito busca evidências digitais diante das acusações de ataques a servidores e contas bancárias, roubo de dados, pedofilia e outros crimes na rede. Os peritos também se ocupam de encontrar provas para crimes offline. “Eles deixam vestígios mais rápido na internet que fora dela”, diz o especialista em direito digital, Eduardo Kruel.

POR QUE VAI BOMBAR | Só no Brasil, são registrados 77 mil crimes cibernéticos por dia, segundo pesquisa da Norton. O país tem 40 milhões de usuários de internet, a oitava população cibernética do mundo, segundo a consultoria comScore. “A área está só começando no Brasil, são poucos os profissionais realmente gabaritados”, diz o perito federal criminal Pedro Eleutério, autor do livro Desvendando a Computação Forense.

QUANDO VAI ROLAR | A profissão já existe, mas vai crescer com o aumento do uso de serviços de e-commerce, transações bancárias virtuais e o alcance da rede de computadores no país. Os concursos da Polícia Federal para preenchimento dos cargos de peritos digitais ficam em torno dos 100 candidatos por vaga. Exigem curso superior em ciência da computação e os salários podem chegar aos R$ 14 mil.

COMO SE PREPARAR | Até bem pouco tempo, os peritos digitais eram quase autodidatas que manjavam de sistemas de computação. Hoje, o ramo está se especializando cada vez mais. O perito tem mesmo que ser um geek, mas também ter uma boa base de direito. Além dos cursos profissionalizantes, a profissão já tem respaldo no meio acadêmico também. A FIAP e a Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, têm seus cursos de pós-graduação em gestão de segurança da informação. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também já tem um núcleo de estudos em segurança digital. 

Consultor de bem-estar na velhice 
Alexandre Affonso
O QUE É | Profissional da área de saúde disposto a construir pontes entre os pacientes da 3ª idade e os serviços que podem trazer a eles melhor qualidade de vida. Os cuidados envolvem o contato com médicos, questões de moradia, treinamento esportivo e até de aconselhamento financeiro.

POR QUE VAI BOMBAR | De acordo com projeções da ONU, idosos serão 19% da população em 2050. Por isso, novas doenças crônicas surgem, aumenta o uso de medicamentos e exames. A telemedicina, a transmissão digital de informações médicas, vai possibillitar gerenciar à distância a saúde do paciente e dar melhor atendimento aos idosos. Para Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, esses estrategistas irão também acompanhar deficientes físicos.

QUANDO VAI ROLAR | Na Europa, esse profissional já é uma realidade e a tendência deve aparecer por aqui em alguns anos, já que a população idosa aumenta. O consultor de bem-estar pode atuar como autônomo ou ser um associado dos sistemas de saúde.

COMO SE PREPARAR? | É mais um articulador, por isso sua formação pode ser em qualquer ramo da saúde. O importante é que ele tenha conhecimentos das outras áreas. A Faculdade de Medicina da USP já estuda criar um curso de pós-graduação com esse fim. 
 

Nanomédico 
Alexandre Affonso
O QUE É | Vai ser o profissional responsável pela utilização de nanorrobôs e nanopartículas para curar, diagnosticar e prevenir doenças. Poderão atuar em pesquisas, atendimento em consultórios e diagnósticos.

POR QUE VAI BOMBAR | A nanomedicina vai desde a reparação de tecidos até as práticas de terapia genética. “É uma das grandes áreas do futuro: aumenta a efetividade da cura e aproveita melhor os recursos de saúde”, diz Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.

QUANDO VAI ROLAR | Só entraremos em contato com os primeiros nanomédicos por volta de 2025. Mesmo assim, estudos avançam na área. Cientistas da Universidade da Califórnia já estão utilizando técnicas de nanotecnologia para construir “navios cargueiros” de nanômetros que flutuam pela corrente sanguínea a fim de identificar tipos de câncer. A complexidade da formação a coloca entre as profissões mais bem pagas do futuro, segundo a Fast Future.

COMO SE PREPARAR | Será necessário entender de química, biologia, robótica e medicina, claro. No Brasil já se pesquisa a aplicação da nanotecnologia na área médica, mas cursos de graduação ainda estão longe de acontecer. A Universidade de Londres tem um centro de estudos no assunto. 

Bioinformacionista 
Alexandre Affonso
O QUE É | É o profissional que vai casar informação genética com o desenvolvimento de drogas e técnicas clínicas. Será o responsável também por mapeamentos genéticos para a prevenção de doenças. Mas o uso da bioinformação tem limites mais amplos. A professora da Faculdade de Medicina da USP, Gilka Gattás, por exemplo, usou recursos da área para coordenar um projeto de localização de desaparecidos cruzando amostras de DNA.

POR QUE VAI BOMBAR | Além da identificação precoce de doenças, o bioinformacionista pode cuidar do sequenciamento genético de plantas para empresas de alimentos transgênicos.

QUANDO VAI ROLAR | Hoje os profissionais estão concentrados no universo acadêmico. De acordo com o ProFuturo, núcleo de estudos da FIA, por volta de 2020 eles serão comuns em hospitais e em clínicas de diagnóstico. Terão ainda um papel na indústria farmacêutica, já que os medicamentos serão feitos de acordo com os genes do paciente.

COMO SE PREPARAR | No Brasil, os estudos estão restritos aos cursos de pós-graduação. A profissão mistura área biológica — medicina, bioquímica, biologia molecular —, e de exatas, especificamente ciências da computação. “O profissional ligado à área digital de sequenciamento de genoma tende a vir dos cursos de ciências da computação”, diz João Batista do Espírito Santo, coordenador do curso de Ciências de Computação da USP.

 Modelador de órgãos humanosAlexandre Affonso
O QUE É | Por conta dos avanços na área de biotecidos, robótica e polímeros, já começa a ser possível a criação de órgãos para reposição ou membros de alta performance. O público iria de atletas do futuro a soldados mutilados em combates.

POR QUE VAI BOMBAR | A aplicação da modelagem e reconstrução de órgãos é abrangente: vai da criação de pele artificial para queimados ou para pesquisas na indústria farmacêutica à construção de órgãos mais complexos para transplantes. No Brasil, são quase 70 mil pessoas na fila de espera para receber órgãos novos. A possibilidade de construí-los em laboratórios mudaria esse quadro e poderia resolver deficiências físicas.

QUANDO VAI ROLAR | Os primeiros avanços para a formação deste profissional estão previstos para 2020. Por enquanto, alguns pesquisadores em universidades e centros de estudos se dedicam a essa área, mas ainda produzem em pequena escala. Por aqui, o pesquisador Marcus Castro Ferreira, da Faculdade de Medicina da USP, estuda o desenvolvimento de peles artificiais in vitro. E um laboratório alemão que começou a produzir tecido cutâneo para pesquisa na indústria farmacêutica e para transplantes tem planos de instalar uma filial no país.

COMO SE PREPARAR | No Brasil não existe ainda um curso de graduação específico na área. Mas o futuro modelador de órgãos humanos poderá atuar em diferentes áreas. Ele pode desenvolver, por exemplo, seu trabalho em ciências da computação. Assim ficaria responsável pelos projetos de modelagem de órgãos que envolvessem mapeamentos genéticos. Ou poderia atuar em projetos e simulações de tecidos. Esse profissional pode ainda atuar na área médica e trabalhar com desenvolvimento clínico — é ele quem vai garantir a integração do novo tecido ao organismo receptor. O ideal seria um profissional com base forte nessas duas áreas. No Brasil, existem cursos de pós-graduação na área de biomodelagem de tecidos, mas é importante completar essa formação com conhecimentos em tecnologia para os processos de modelagem virtual 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A História do Xadrez!!!

  O Xadrez é um jogo tão antigo que, durante todos os anos de sua existência, várias foram as histórias associadas a sua origem.
  A primeira história que se é contada mundialmente se passa na Índia. Havia uma pequena cidade chamada Taligana, e o único filho do poderoso rajá foi morto em uma sangrenta batalha. O rajá entrou em depressão e nunca havia conseguido superar a perda do filho. O grande problema era que o rajá não só estava morrendo aos poucos, como também estava se descuidando em relação ao seu reino. Era uma questão de tempo até que o reino caísse totalmente.
  Vendo a queda do reino, um brâmane chamado Lahur Sessa, certo dia foi até o rei e lhe apresentou um tabuleiro contendo 64 quadrados, brancos e pretos, além de diversas peças que representavam fielmente as tropas do seu exército, a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rajá.
  O sacerdote disse ao rajá que tal jogo poderia acalmar seu espírito e que sem dúvida alguma, iria curar-se da depressão. De fato, tudo o que o brâmane disse acontecera, o rajá voltou a governar seu reino, tirando o a crise de seu caminho.
  Era inexplicável como aquilo tudo aconteceu, sendo um único tabuleiro com peças o responsável por tirar a tristeza do rajá. Como recompensa, o brâmane foi agraciado com a oportunidade de pedir o que quisesse. Logo de primeira, ele recusou tal oferta, pois achava que não fosse merecedor de tal proposta, mas mediante insistência do rajá, ele fez um simples pedido. O brâmane pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. O rajá chegou a achar graça, tamanha a ingenuidade do pedido.
  Entretanto, o humilde pedido do brâmane não era tão humilde assim. Após fazerem vários cálculos de quanto trigo eles teriam que dar para ele, descobriram que seria necessário toda a safra do reino por incríveis dois mil anos para atender ao pedido do sacerdote. Impressionado com a inteligência do brâmane, o rajá o convidou para ser o principal vizir (espécie de ministro, conselheiro do rajá) do reino, sendo perdoado por Sessa de sua grande dívida em trigo.
  Na verdade, o que o brâmane apresentou para o rajá não foi o jogo de xadrez, foi a chaturanga, uma das principais variantes do jogo de xadrez moderno.
   
  Outra grande possibilidade que se apresenta em diversas histórias sobre a origem do Xadrez, é que Ares, o deus da guerra, teria criado um tabuleiro para testar suas táticas de guerra (que eram bem limitadas, pois Ares nunca foi conhecido por ter tática nas suas batalhas, ele era simplesmente agressivo, atacando sem precisão alguma na maioria das vezes). Entretanto, cada peça do tabuleiro representava uma parte do seu exército, e assim foi, até que Ares teve um filho com uma mortal, e passou para ele os fundamentos do jogo. A partir de então, o jogo teria chegado ao conhecimento dos mortais.
  É sabido que entre 1450 e 1850, o Xadrez começou a ter mudanças visíveis em relação ao que conhecemos hoje em dia. Foi nesse período que diversas peças ganharam movimentos que conhecemos atualmente, claro, todos esses movimentos e peças tendo como origem a Chaturanga.
  O elefante (o antecessor do moderno bispo) somente podia mover-se em saltos por duas casas nas diagonais. O vizir (o antecessor da dama) somente uma casa nas diagonais. Os peões não podiam andar duas casas em seu primeiro movimento e não existia ainda o roque. Os peões somente podiam ser promovidos a vizir, que era a peça mais fraca, depois do peão, em razão da sua limitada mobilidade.

 
  As regras do Xadrez que conhecemos hoje começaram a ser feitas em 1475, só não se sabe ao certo onde ocorreu esse início. Alguns historiadores divergem entre Espanha e Itália.
  Foi neste período que os peões ganharam a mobilidade que conhecemos hoje em dia, que se resume em mover-se duas casas no seu primeiro movimento e tomar outros peões en passant. Nessa época também foram definido os novos movimentos dos bispos e da rainha e, o mais importante, a rainha tornou-se a peça mais importante do jogo, sendo a única capaz de se movimentar para qualquer lado e avançar ou recuar quantas casas quiser. Os movimento das demais peças, juntamente com o resto das regras que englobam todo o Xadrez, só foram formalmente modificadas no meio do século XIX, e tais regras ainda se mantêm até hoje.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Consumidor terá de separar o lixo entre sacola verde e cinza em São Paulo!!!

   A Prefeitura de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (15) uma resolução trazendo mais detalhes sobre as novas regras para a distribuição de sacolinhas para embalar as compras nos estabelecimentos comerciais da cidade. 
   O prefeito Fernando Haddad já havia publicado um decreto na semana passada informando que a partir de 5 de fevereiro o comércio local terá de distribuir sacolas verdes padronizadas e que os consumidores só poderão usá-las para o descarte de lixo seco. 
   Maiores detalhes como o tamanho das sacolas e métodos de fiscalização, no entanto, haviam ficado superficiais na primeira comunicação do prefeito sobre o assunto. 
   Agora, a autoridade municipal explicou que haverá uma sacola verde (para o lixo reciclável, como metal, papel, plástico e vidro) e uma cinza, destinada ao descarte do lixo comum (como restos de comida, papel higiênico, bitucas de cigarro, fraldas e lâmpadas). 
   As novas sacolas verdes padronizadas só poderão ser reutilizadas para o descarte de lixo reciclável, de modo que sejam reconhecidas pela coleta e encaminhadas às centrais de triagem. O resíduo orgânico não poderá entrar na nova sacola verde. 


 
 As embalagens verdes serão recolhidas pelo programa de coleta seletiva, enquanto as cinzas irão para a coleta convencional. Ambas deverão ser fabricadas de materiais de fontes renováveis. As sacolinhas plásticas brancas tradicionais ficam proibidas. 
   Na semana passada, o prefeito não havia deixado claro que a sacola cinza seria introduzida a partir do dia 5 de fevereiro. Haddad citava apenas a embalagem verde. Mais informações sobre a fiscalização também foram divulgadas pela prefeitura. 
   O consumidor que descumprir a regra, ou seja, que colocar lixo orgânico na sacola verde, poderá receber advertência, segundo o prefeito. Em caso de reincidência, poderá ter de pagar multa entre R$ 50 e R$ 500. 
  Para os comerciantes que desrespeitarem a lei, a multa varia de R$ 500 a R$ 2 milhões. A fiscalização será feita por amostragem e a partir de denúncias.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Produção das latinhas de alumínio

  Cinco toneladas de bauxita acabam em uma tonelada de alumínio. Para esse processo acontecer, há uma longa etapa que passa ainda por um outro ciclo que é da alumina.

  A grosso modo o processo de produção do alumínio é dividido em três etapas.
  Extração da bauxita – que se resume a extração, compactação e secagem do produto.
  Transformação em alumina – Dessa bauxita vai ser retirada a alumina, uma espécie de pó branco. Esse processo conta com o uso de produtos químicos como a soda cáustica, secagem, filtragem e redução. A redução é feita através de um processo de eletrólise, processo que por meio elétrico separa componentes químicos.
Transformação em lingotes – A alumina é processada junto com outros elementos químicos. Há também a ação de eletricidade e fundição para que surjam os lingotes ou chapas de alumínio, estas últimas usadas para fazer latas. Com extremo grau de pureza, cerca de 98%, o alumínio segue para as mais diversas indústrias que o moldam, de acordo com o que desejam.
Como estamos falando de lata, vamos a segunda etapa desse ciclo que quando a chapa torna-se lata. São sete passos básicos.
Prensagem – Os rolos de chapas de alumínio são cortados e tomam o formato de pequenos copos.
Afinando – Em outro equipamento de pressão, esses copos são esticados, diminuindo sua espessura e aumentando sua altura.
Limpando – Essas latas são esterelizadas e secadas por dentro e por fora.
Rotulando – Os rótulos das latas são feitos através de um processo chamado flexografia, uma espécie de xilografia sofisticada.
Revestimento interno – Um spray cria uma película amplia a higienização interna da lata.
Moldagem do pescoço – Nessa etapa é feita uma pequena dobra aonde será colocada a tampa da latinha.
Colocação da tampa – A tampa é finalmente fixada junto com o seu anel e rebite que serão fixados após o preenchimento do conteúdo.


 Veja esse processo com mais detalhes e melhores explicações nesses dois vídeos a seguir, que mostram a produção das latinhas de alumínio:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

3 motivos para ser contra testes em animais!!!


Cruel, arcaica e ineficiente: esta é a indústria bilionária dos testes em animais
    São cada vez mais comuns as manifestações públicas e organizadas de repúdio aos testes em animais.Na Itália, milhares de pessoas foram às ruas e conseguiram fechar um biotério (lugar que “fabrica” animais) com mais de 2.500 cães da raça Beagle que seriam usados para testes farmacêuticos.Aqui no Brasil, um forte grupo está organizado para protestar contra o Instituto Royal, localizado em São Roque-SP, que tortura atualmente cerca de 60 Beagles.Logo após este grande protesto em São Roque que, segundo os ativistas, foi apenas o primeiro, o ativista e presidente da ONG VEDDAS George Guimarães falou por mais de 20 minutos ao vivo sobre o assunto na Record News.Há anos, um vídeo documentário do Instituto Nina Rosa, de São Paulo, denuncia os testes em animais.O documentário chama-se “Não Matarás” e está disponível gratuitamente no Youtube.Estes são apenas alguns exemplos. Fica claro que não há mais espaço para este tipo de atividade na época em que estamos. Entenda:

1. Testes em animais são extremamente cruéis

    Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos à práticas dolorosas.Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas.Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa.Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas.

2. Testes em animais atrasam o desenvolvimento da ciência

    Em todo o mundo, especialistas se dividem sobre o papel dos testes em animais no progresso científico.De um lado, há os que dizem que não há condições de haver novas descobertas importantes para a saúde humana sem este tipo de prática.Por outro lado, existe o grupo dos que dizem que os testes animais impedem que a ciência evolua, mantendo-a em um ciclo arcaico de práticas sem razão.
    Um destes entusiastas do fim dos testes em animais é o médico norte-americano Ray Greek que, em 2010, disse à Revista Veja:

“As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.”

    Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência.Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança.

3. Testes em animais são ineficientes

    Grupos de cientistas favoráveis à testes sem animais usualmente citam o lucro da indústria como principal causador de sua permanência no meio acadêmico e farmacêutico.Fica claro que há uma economia dependente dos bilhões de dólares investidos por ano neste mercado. Porém, este dinheiro não está sendo aplicado para o bem das pessoas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa está localizado na área central da cidade de São Paulo dentro da  Estação Luz.A Estação da Luz é uma imponente construção inglesa de 1.901. O edifício apresenta uma surpreendente mistura do novo e antigo. As modernas instalações do museu estão em completa harmonia com o estilo vitoriano da estação de trem de arquitetura.
Atualmente, o Museu da Língua Portuguesa é o único museu do mundo dedicado a uma única linguagem, neste caso, é Português. Inaugurado em março de 2006, o museu tem três salas principais, uma exposição temporária, uma sala de exposição permanente e um auditório.
No salão de exibição permanente, você pode ver a história e o desenvolvimento da linguagem Portuguesa, você pode ver como era no passado e as mudanças que foram submetidas no Brasil. Outros aspectos interessantes são as expressões culturais e os sotaques regionais.
O museu também mostra exposições temporárias dedicadas a escritores e assuntos importantes relacionados com o português.
Este museu é imperdível para quem mora ou visita a cidade de São Paulo. Até à data, quase dois milhões de pessoas visitaram nossas exibições.
Quando você visitar o museu você vai encontrar pessoas que podem ajudá-lo em inglês, francês e espanhol. Se você estiver interessado, pode contactar-nos antes de sua visita.
Serviços:
Endereço: Museu da Língua Portuguesa,Praça da Luz,Centro-São Paulo,SP Brasil

Horário de funcionamento:
Bilheteria: Terça a Domingo: 10:00 – 5:00
Museu: Terça a Domingo: 10:00 – 6:00
Fechado: Às segundas – feiras durante todo o ano(incluindo feriados),01 de Janeiro,terça – feira de  Carnaval,24 de Dezembro, 25 e 31 de Dezembro.


Contato: Museu@museulp.org.br 
     

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Relógio de Sol

O que é?  

O relógio de sol é um instrumento que mede a passagem do tempo pela observação da posição do Sol. Os tipos mais comuns, são "relógios de sol de jardim", que são formados por uma superfície plana que serve como mostrador, onde estão marcadas as linhas que indicam as horas, e com um pino ou placa, cuja sombra projetada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas em um relógio comum. A medida que a posição do sol muda, a sombra desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas. Também existem relógios de sol mais complexos, com mostradores inclinados e/ou curvos. Os relógios de sol normalmente mostram a hora solar aparente, mas, com pequenas mudanças, também podem indicar a hora padrão, que é a hora do fuso horário em que o relógio está geograficamente localizado.


Construção do relógio de sol:

O princípio fundamental para a construção de um relógio de sol é o de que oponteiro (gnômon) que irá projetar a sombra sobre o mostrador deve ser posicionado de forma a ficar paralelo ao eixo de rotação da Terra.
Um roteiro resumido para a construção de um relógio de sol com mostrador horizontal é apresentado a seguir:

Informações necessária

*Encontrar a direção do norte magnético utilizando um dos seguintes métodos:

  • Com uma bússola e conhecendo a declinação magnética do local.
  • Determinação prática, utilizando um pino vertical fixado no centro de circunferências concêntricas.
  • Latitude do local (pode ser lida em um mapa ou nesta enciclopédia, no artigo de sua cidade).

Material

  • Mostrador: Pode ser uma placa plana de pedra, concreto ou outro material rígido, normalmente no formato de um círculo ou retângulo.
  • Pino ou placa para servir como ponteiro (gnômon): No caso de uma placa, deve ser cortado um triângulo retângulo com um dos ângulos agudos de medida igual à latitude do local. O comprimento do pino ou da hipotenusa do triângulodeve ser ligeiramente menor ou igual ao raio do mostrador.

Construção

  • Fixação do pino ou placa no mostrador, com orientação no eixo norte-sul e inclinação relativa ao plano horizontal igual alatitude do local. Sendo assim, uma das extremidades do ponteiro estará fixada no mostrador e a outra fica suspensa, apontando para o polo celeste do hemisfério em que se está (ou seja, polo sul celeste para locais no hemisfério sul e polo norte celeste para locais no hemisfério norte).
  • Marcar as linhas das horas utilizando um dos seguintes procedimentos:
  • Na prática, em um dia ensolarado, com auxílio de um relógio convencional.
  • Utilizando o desenho gerado por um programa de computador (ver Ligações externas). Esse método tem a vantagem de permitir que as linhas dos equinócios e solstícios sejam incluídas no mostrador.




Fonte Arco-Íris Lunar: A mais longa do mundo

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