sábado, 20 de junho de 2015

Giuseppe Arcimboldo

   Vida e obra de Giuseppe Arcimboldo

   Giuseppe Arcimboldo (Milão, 1527 - 17 de Julho de 1599) foi um pintor italiano.Suas obras principais incluem a série "As quatro estações", onde usou, pela primeira vez, imagens da natureza, tais como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas.Giuseppe Arcimboldo nasceu em Milão (Itália), no ano de 1527. Era filho do pintor Biagio Arcimboldo. No início, Arcimboldo foi discípulo do pai, com quem colaborou no desenho dos vitrais da catedral de Milão. Em 1551, pintou cinco cotas de armas para Fernando da Boêmia. O duque estava de passagem por Milão, e, provavelmente, alguém lhe falou de Arcimboldo. Isso foi antes de se tornar o Imperador Fernando I. É possível que Arcimboldo tenha sido mais famoso do que julgamos. Não se passariam muitos anos até ceder às repetidas solicitações do Imperador Fernando I para morar em Praga, na Tchecoslováquia, recebendo o convite para ser o artista da corte. Durante vários anos, esteve a serviço dos imperadores Fernando I, Maximiliano II e Rodolfo II.

   Em 1562, Arcimboldo deixou a sua terra e entrou na corte do imperador, onde foi estimado e bem tratado por ele, sendo recebido com grande amabilidade e obtendo um bom salário. Serviu aos imperadores como arquiteto, cenógrafo, engenheiro, organizador de festejos e criador de máscaras e fantasias. Os imperadores adquiriram objetos, plantas e animais exóticos vindos de todas as partes do mundo para enriquecer as câmaras de arte e prodígios. Era nessas câmaras que Arcimboldo estudava cada pormenor de animais e plantas que utilizava em seus quadros.

   
   Arcimboldo apreciava transformar um rabanete em um rato? Uma vagem em um inseto? Com certeza ele expandiu a imaginação de seus contemporâneos e de artistas (e não-artistas) até os dias de hoje. Por meio de sua visão vegetariana, ele explorou a relação do homem consigo mesmo e com a natureza. Ele via uma ligação singular entre seres humanos e outros organismos vivos.Suas obras mais famosas são as várias cabeças compostas, que retratam perfis humanos a partir da reunião de bichos, pessoas, plantas e diversos objetos. Suas telas não eram vistas, na época, apenas como pinturas: funcionavam como um jogo, uma brincadeira.

Obras

 

 

sábado, 18 de abril de 2015

Jardim Alnwick

    A jardinagem parece ser um passatempo bastante inofensivo. Afinal, não é muito estressante cuidar de todas aquelas flores e vegetais amigáveis… certo?
    Bem, um jardineiro experiente pode lhe contar sobre arbustos espinhosos e ervas venenosas, mas tudo isso não se compara às coisas que esse jardim abriga.
 Eles não estão brincando!



    O Jardim Alnwick, em Northumberland, na Inglaterra, possui uma variedade de espécimes exuberantes. Cada planta neste jardim botânico macabro é venenosa ou estupefaciente.
    Embora soe como uma relíquia gótica que sobrou de tempos passados, o jardim foi na verdade criado apenas há pouco tempo por Jane Percy, a Duquesa de Northumberland. Ela queria um jardim, mas diferente de qualquer outro. Ela ficou interessada em plantas que causam problemas em vez de resolvê-los.
    Sim, você pode visitá-lo. Para chegar ao jardim, os visitantes são conduzidos através de um longo túnel verde.
  O jardim é o lar de algumas das substâncias mais tóxicas do planeta, incluindo a Atropa belladona (beladona, relacionada com batatas e tomates), Strychnos nux-vomica (estricnina), e Conium maculatum (cicuta).
  Ele também abriga uma coleção de plantas entorpecentes como papoulas de ópio, tabaco, psilocibina (cogumelos “mágicos”), plantas de coca (de onde a cocaína vem), e a cannabis. Algumas das plantas são mantidas em gaiolas, e no passeio, os visitantes são mantidos relativamente perto delas.
  Ficar longe das plantas mortais às vezes não é suficiente; algumas pessoas desmaiam só de estar perto de certas espécies.
  Esta é a Nicandra, uma das muitas plantas da família das solanáceas. Nem todas as plantas da família são venenosas, como beringelas e petúnias. No entanto, a mesma família também inclui a beladona, a mandrágora e a datura, todas altamente venenosas.
  Esta é a flor trombeta de anjo. Parece inofensiva, mas o seu pólen tem propriedades alucinógenas semelhantes aos do LSD. No período vitoriano, as mulheres eram conhecidas por polvilhar isso em seu chá. O excesso também causa uma poderosa overdose.
  O acônito é tão venenoso que colocar suas raízes em um poço mataria uma aldeia inteira. Seu nome em latim, Aconitum, vem de uma palavra grega que significa “sem luta”, por causa de sua ação rápida e natureza mortal. Deve ser manuseado com luvas, uma vez que a toxina pode também ser absorvida através da pele. Cleópatra usou isso para matar seu irmão.
  Louros são comuns em toda a Inglaterra e em outras áreas da Europa, mas seu fumo é tóxico. No entanto, isso não significa que ele não possa ser comido, e provavelmente você já adicionou em sua comida uma folha dessas.
  A árvore laburno tem componentes venenosos. Ingerir suas folhas faz a pessoa entrar em coma e espumar pela boca.
  Esta planta nos dá sementes de mamona, que podem ser usadas para criar duas coisas: óleo de rícino, um laxante suave, e ricina, um veneno extremamente mortal para o qual não há cura.
  Finalmente, temos a planta tóxica favorita de muitos: a cannabis.
 Por causa de seu conteúdo, o jardim é fechado todas as noites e mantido em segurança máxima. Apesar de ter sido inaugurado oficialmente em 2005, partes do jardim ainda estão incompletas e em construção. Além das várias maneiras de ser morto pelas plantas, o jardim é também o lar de um labirinto de bambu e uma casa na árvore multi-nível – ambos sem nenhum veneno. [SmithsonianAtlas Obscura]
    É, realmente algumas plantas podem ter uma beleza de matar!!
   
      

sábado, 28 de março de 2015

Livro: Anne de Green Gables




Sinopse

   Uma menina de 11 anos, com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão perspicaz quanto a de um cientista em busca de conhecimento, chega a uma terra onde as tardes são calmas; os pores do sol, alaranjados; as florestas, aconchegantes; e os rios, suaves, como o ritmo do povoado.
   Como a floresta mal-assombrada do mundo criativo de Anne, as pessoas de Avonlea não a recebem muito bem.Diferente, inteligente, preocupada e de um tanto desastrada, a garotinha de sonhos sapecas vai aos poucos conquistando o coração de cada um.
   Entre uma travessura e outra que insiste em permear os gramados em que pisa, Anne vai mostrando como é aproveitar a vida de uma forma mais simples e divertida.Seja caindo de um barco, ou esquecendo de preparar um bolo, ela vai amansando a todos, pois uma pitada de baunilha não faz mal a ninguém, nem que  isso traga um pouco de confusão.
   Sua boca é uma matraca, e seus sonhos são maiores que moinhos de vento.Anne vai crescendo... e crescendo... e de patinho feio revela-se um elegante e atento cisne, pronto para abrir suas asas e voar para além das veredas.Mas a vida  é feita de artimanhas, e a nossa garotinha adotada pelos irmãos Marilla e Matthew tem algumas cercas a pular, sem jamais deixar seus sonhos desvanecerem, como algumas criaturas fazem...


Biografia da autora

  Maud nasceu em New London, na Ilha do Príncipe Eduardo, uma das províncias do Canadá, em 1874. Quando ela tinha menos de 2 anos, sua mãe faleceu devido à tuberculose e, consternado, seu pai percebeu que não teria como criá-la sozinha e deu a custódia para os avós maternos.
  Durante a sua infância, Lucy viveu em várias cidades pequenas, isoladas e com pouquíssimos amigos. Essa solidão, apesar de parecer negativa para a sua formação, foi a razão para a menina desenvolver a sua criatividade e imaginação.
  Na sua adolescência, Maud passou a morar com seus avós paternos, que a criarem de maneira rígida e inflexível. Quando acabou a escola, ingressou na Prince of Wales College e formou-se em pedagogia. Em 1895, ela estudou literatura na Dalhousie University.
  Após terminar completamente seus estudos, a escritora trabalhou como professora em diversas cidades. Entretanto, ela estava infeliz na carreira de docente e começou a investir nas suas habilidades de escrita no tempo livre. Por conta dessa dedicação, vários de seus contos foram publicados em revistas e jornais da época. Entre 1897 e 1907, mais de 100 obras suas foram divulgadas.
  Durante a sua juventude, Montgomery esteve em diversos relacionamentos amorosos, tendo, inclusive, terminado um noivado pouco antes de se casar. Após muitas idas e vindas, em 1911, ela casou-se com um rapaz chamado Ewan MacDonald.
  Nessa mesma época, Lucy estava se tornando famosa por causa de suas publicações em revistas e jornais. Ela lançou o seu primeiro livro em 1908, chamado Anne of Green Gables. Este foi a primeira obra de uma série de livros com a personagem Anne, uma órfã adolescente que começa a descobrir o amor e a vida.
  Até a sua morte, em 1942, Lucy escreveu ao todo 10 livros com Anne como a protagonista. Alguns especialistas acreditam que a autoria sofria de uma grande depressão e, por isso, utilizava a literatura como válvula de escape para a sua vida infeliz.
  A causa de sua morte, na época, foi considera como falência múltipla de órgãos. Entretanto, anos depois, uma de suas netas revelou que Maud tirou a sua própria vida com uma overdose de remédios. Apesar de ela acreditar que nunca havia escrito nenhuma obra de grande valor, a autora foi homenageada como a primeira mulher no Canadá a ser nomeada para a "Royal Society of Arts", na Inglaterra.
  Apesar de ter sido uma trajetória triste, Lucy Maud Montgomery escreveu livros que até hoje são lidos por crianças e adolescentes no mundo todo. Conheça a história da orfã Anne e faça o donwload dos 10 livros (provavelmente em inglês) de Anne como protagonista: 



Filme: Free Willy

Free Willy
  Jesse (Jason James Richter) é um menino que perdeu os pais muito cedo. Ele costumava saltar de orfanato em orfanato, até que passou a viver nas ruas. Numa noite, ele e seu amigo Perry (Michael Bacall) são flagrados pelo policial Dwight (Mykel T. Williamson) pixando um parque local. Apesar da situação, o agente de policia simpatiza com Jesse e o apresenta para Glen e Annie Greenwood (Michael Madsen e Jayne Atkinson) que irão adotar o garoto. Parte da punição por sua pequena infração envolve limpar a sujeira que ele fez no parque e é lá que Jesse conhece Willy, uma orca que está sendo treinada para ser a atração especial do local. No entanto, Willy não responde bem ao adestramento. Ela foi roubada de sua família por um pescador mercenário e ainda está traumatizada. Jesse e Willy desenvolvem uma estreita ligação emocional. Só que o dono do parque não está satisfeito com o desempenho de Willy e calcula que a orca vale mais viva do que morta. A partir daí Jesse fará de tudo para salvar o animal e devolvê-lo para o oceano.

terça-feira, 3 de março de 2015

Saiba quais são as profissões do futuro!!!

Alexandre Affonso

  Há menos de duas décadas você não tinha pensado em consultar um webdesigner ou fazer um curso à distância vendo as aulas no computador.Se a tecnologia elimina alguns postos de trabalho,ela também cria novas profissões.O consenso entre futurólogos é que estamos entrando em uma era de confiança na ciência como nunca vivemos e, por isso, em alguns anos sua profissão não vai mais existir nos moldes de hoje. Para traçar esse futuro, o governo britânico encomendou ao grupo Fast Future a pesquisa The Shape of Jobs to Come (A forma dos empregos que virão, em português), um estudo com 486 participantes de 58 países em 6 continentes para elencar quais seriam as profissões dominantes nos próximos 20 anos. Essas mudanças são projetadas sobre o que já está acontecendo hoje: urbanização intensa, aumento populacional e do número de idosos, popularização da ciência ajudam a definir para onde irá o mercado de trabalho nas próximas décadas. 

  Segundo a pesquisa, uma das áreas que vai gerar mais empregos até 2030 será consultoria de bem-estar para idosos,Profissionais capazes de articular diversas áreas da saúde para ajudar os velhinhos do futuro a viver melhor. Aliás, no mundo das novas profissões, articulador virou palavra-chave. Aqueles que souberem unir diferentes áreas do conhecimento para gerar novos serviços,Passam a valer ouro. Por isso é que vale cursar diferentes graduações ou seguir especializações dentro de uma mesma área. O especialista em Direito Digital Eduardo Kruel é um dos raros profissionais na área no Brasil. 

  Seu diferencial dentro da profissão aconteceu, principalmente, pela dupla formação. “Antes de partir para o curso de direito, eu já tinha a graduação em tecnologia da informação.” 

  O Brasil está em posição privilegiada nesse cenário. Deve se firmar como um dos maiores poderes científicos mundiais por volta de 2025, se continuar seguindo a política de investimentos em pesquisas e colaboração internacional, diz um estudo de outra consultoria britânica, a Sigma Scan. Para se ter uma ideia, o número de cientistas formados dentro do país cresceu oito vezes nos últimos 15 anos. Já as carreiras que envolvam vendas e atendimento tendem a desaparecer. “Os serviços de e-commerce vão acabar com muitos postos locais. Logo mais, as livrarias serão apenas um local de encontros, já que a venda de livros online já supera o comércio nas lojas”, diz Michael T. Robinson, diretor da Career Planner, uma das maiores empresas americanas de aconselhamento profissional. 

  Mas então, o futuro é quase a realização de um episódio dos Jetsons, em que muitas das funções vão ser exercidas por robôs? Para o futurólogo britânico e autor do livro You Tomorrow, Ian Pearson, haverá espaço para o humano, especialmente nas artes. “Profissões de cuidados humanos ou artes não tendem a desaparecer. Quando queremos contato humano, não é só uma questão de performance ou eficiência. Às vezes é puramente uma questão de empatia. Precisamos saber que a outra pessoa pode nos compreender e se colocar em nosso lugar. Isso, só um outro humano pode fazer.” 


Guia Turístico do Espaço 
Alexandre Affonso

O QUE É | Com a largada dos primeiros voos turísticos comerciais no espaço, prevista para 2015, surge um novo posto de trabalho, o de guia espacial. Ele precisará ter noções de segurança em órbita e também de entretenimento, capacidade de comunicação, além de ser um bom contador de histórias, como os guias tradicionais.

POR QUE VAI BOMBAR | A proposta da empresa Virgin Galactic é de se tornar a primeira linha aérea comercial a levar passageiros para o espaço ao custo de US$ 100 mil por 2 horas de entretenimento espacial. A companhia já tem seus primeiros voos em baixas órbitas previstos para 2015 e pelo menos 450 nomes na lista de espera. A Space Adventures, agência que, em parceria com a Nasa, já levou 7 turistas para o espaço, estima que por volta de 2020 aproximadamente 140 pessoas já terão entrado em órbita ao menos uma vez.

QUANDO VAI ROLAR | Os primeiros voos vão durar no máximo duas horas. Só daqui alguns anos é que os voos vão mesmo se estender para órbitas mais distantes, até bases na Lua ou outros planetas. O salário será a partir dos US$ 65 mil por ano.

COMO SE PREPARAR | Os interessados devem ter conhecimentos de cosmologia, astronomia, ciências espaciais, geografia, história e geologia. A empresa russa Country of Tourism oferece um treinamento de 10 dias no Centro Gagarin que dá uma base de conhecimentos espaciais para que os interessados decidam qual rumo tomar. 
Lixólogo 
Alexandre Affonso

O QUE É | O lixólogo, também chamado gestor de resíduos, será o profissional especializado em propor soluções para os detritos do meio urbano, não só das empresas, transformando-os em fontes energéticas que gerem gás e outras formas limpas de energia.

POR QUE VAI BOMBAR | Só para se ter uma ideia, o volume de lixo produzido no mundo aumentou três vezes mais do que a população nos últimos 30 anos. Além disso, o aumento da qualidade de vida implica em consumo maior e aumento da montanha de lixo no planeta. Os salários para o gestor de resíduos nas empresas ficam entre R$ 10 mil e R$ 14 mil.

QUANDO VAI ROLAR | Pelo aumento de produção de lixo no mundo, a solução é para ontem. Já existem cursos na área de gerenciamento de resíduos e energia limpa no Brasil — os formados costumam ser contratados por empresas que precisam cuidar de seus detritos. O mercado em indústrias químicas e de saneamento também tende a se expandir.

COMO SE PREPARAR | Já existem cursos de pós-graduação para gestão de resíduos, mas ainda não temos no Brasil cursos de graduação na área. O caminho mais fácil para quem quer trabalhar como lixólogo é a graduação em engenharia ambiental ou química e uma especialização nos cursos de pós-graduação focada em gestão de resíduos. 

Fazendeiro Vertical 
Alexandre Affonso
O QUE É | As fazendas verticais serão edifícios urbanos destinados à produção de hortifrutigranjeiros e os fazendeiros do futuro irão misturar planejamento urbano com agronomia. “Um prédio de 30 andares poderá produzir alimentos para cerca de 10 mil pessoas por mês e comportar também animais de pequeno e médio porte”, diz o arquiteto Rafael Grinberg Costa, que está trabalhando no projeto de revitalização de edifícios abandonados em São Paulo. “Poderemos comer alimentos mais saudáveis e dos quais sabemos exatamente a procedência.”

POR QUE VAI BOMBAR | Alimentar a população de quase 9,1 bilhões de habitantes, prevista para os próximos 40 anos, será insustentável. Isso vai representar cerca de 1 bilhão de hectares de terra a mais para o cultivo de alimentos, segundo a ONU. “Além dos problemas de devastação e contaminação do solo, o transporte de alimentos até a cidade representa um grande problema”, diz Jean Ometto, pesquisador do Inpe.

QUANDO VAI ROLAR | Segundo o centro de pesquisas britânico Fast Future, as fazendas verticais serão realidade já em 2015. No Brasil, onde não faltam terras para cultivo, o projeto tende a levar mais tempo a ser implantado.

COMO SE PREPARAR | Não há um curso específico para se tornar fazendeiro vertical, mas será necessária uma forte base em agronomia, conhecimentos de engenharia, arquitetura e urbanismo, todos cursos já existentes no Brasil. 

Fiscal de mudanças climáticas 
Alexandre Affonso
O QUE É | Na previsão dos futurólogos, até o clima será espaço para disputas políticas. É aí que entra o fiscal de alterações climáticas, que irá monitorar empresas ou órgãos governamentais que tiverem permissão para fazer alterações meteorológicas. Seria também função dele conceder licenças para intervenções nos padrões climáticos e evitar ataques terroristas químicos na atmosfera, por exemplo.

POR QUE VAI APARECER | “Esse tipo de prática nem poderá ter efeitos ambientais nocivos”, diz Jean Ometto, pesquisador do Inpe, sobre a necessidade de se acompanhar as intervenções ambientais.

QUANDO VAI ROLAR | Segundo a Fast Future, os primeiros da área devem aparecer por volta de 2020. Tudo depende do futuro climático. Mas na China já existem camponeses recrutados pelo governo para ajudar a produzir chuvas em áreas secas.

COMO SE PREPARAR | Profissão que está apenas na previsões, os fiscais ainda não chegaram aos meios acadêmicos. Um ponto de partida seriam cursos de meteorologia ou gestão ambiental, mais noções de legislação na área. 

Perito Forense Digital 
Alexandre Affonso
O QUE É | Uma mistura de geek com Sherlock Holmes, o perito busca evidências digitais diante das acusações de ataques a servidores e contas bancárias, roubo de dados, pedofilia e outros crimes na rede. Os peritos também se ocupam de encontrar provas para crimes offline. “Eles deixam vestígios mais rápido na internet que fora dela”, diz o especialista em direito digital, Eduardo Kruel.

POR QUE VAI BOMBAR | Só no Brasil, são registrados 77 mil crimes cibernéticos por dia, segundo pesquisa da Norton. O país tem 40 milhões de usuários de internet, a oitava população cibernética do mundo, segundo a consultoria comScore. “A área está só começando no Brasil, são poucos os profissionais realmente gabaritados”, diz o perito federal criminal Pedro Eleutério, autor do livro Desvendando a Computação Forense.

QUANDO VAI ROLAR | A profissão já existe, mas vai crescer com o aumento do uso de serviços de e-commerce, transações bancárias virtuais e o alcance da rede de computadores no país. Os concursos da Polícia Federal para preenchimento dos cargos de peritos digitais ficam em torno dos 100 candidatos por vaga. Exigem curso superior em ciência da computação e os salários podem chegar aos R$ 14 mil.

COMO SE PREPARAR | Até bem pouco tempo, os peritos digitais eram quase autodidatas que manjavam de sistemas de computação. Hoje, o ramo está se especializando cada vez mais. O perito tem mesmo que ser um geek, mas também ter uma boa base de direito. Além dos cursos profissionalizantes, a profissão já tem respaldo no meio acadêmico também. A FIAP e a Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, têm seus cursos de pós-graduação em gestão de segurança da informação. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também já tem um núcleo de estudos em segurança digital. 

Consultor de bem-estar na velhice 
Alexandre Affonso
O QUE É | Profissional da área de saúde disposto a construir pontes entre os pacientes da 3ª idade e os serviços que podem trazer a eles melhor qualidade de vida. Os cuidados envolvem o contato com médicos, questões de moradia, treinamento esportivo e até de aconselhamento financeiro.

POR QUE VAI BOMBAR | De acordo com projeções da ONU, idosos serão 19% da população em 2050. Por isso, novas doenças crônicas surgem, aumenta o uso de medicamentos e exames. A telemedicina, a transmissão digital de informações médicas, vai possibillitar gerenciar à distância a saúde do paciente e dar melhor atendimento aos idosos. Para Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, esses estrategistas irão também acompanhar deficientes físicos.

QUANDO VAI ROLAR | Na Europa, esse profissional já é uma realidade e a tendência deve aparecer por aqui em alguns anos, já que a população idosa aumenta. O consultor de bem-estar pode atuar como autônomo ou ser um associado dos sistemas de saúde.

COMO SE PREPARAR? | É mais um articulador, por isso sua formação pode ser em qualquer ramo da saúde. O importante é que ele tenha conhecimentos das outras áreas. A Faculdade de Medicina da USP já estuda criar um curso de pós-graduação com esse fim. 
 

Nanomédico 
Alexandre Affonso
O QUE É | Vai ser o profissional responsável pela utilização de nanorrobôs e nanopartículas para curar, diagnosticar e prevenir doenças. Poderão atuar em pesquisas, atendimento em consultórios e diagnósticos.

POR QUE VAI BOMBAR | A nanomedicina vai desde a reparação de tecidos até as práticas de terapia genética. “É uma das grandes áreas do futuro: aumenta a efetividade da cura e aproveita melhor os recursos de saúde”, diz Chao Lung Wen, presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.

QUANDO VAI ROLAR | Só entraremos em contato com os primeiros nanomédicos por volta de 2025. Mesmo assim, estudos avançam na área. Cientistas da Universidade da Califórnia já estão utilizando técnicas de nanotecnologia para construir “navios cargueiros” de nanômetros que flutuam pela corrente sanguínea a fim de identificar tipos de câncer. A complexidade da formação a coloca entre as profissões mais bem pagas do futuro, segundo a Fast Future.

COMO SE PREPARAR | Será necessário entender de química, biologia, robótica e medicina, claro. No Brasil já se pesquisa a aplicação da nanotecnologia na área médica, mas cursos de graduação ainda estão longe de acontecer. A Universidade de Londres tem um centro de estudos no assunto. 

Bioinformacionista 
Alexandre Affonso
O QUE É | É o profissional que vai casar informação genética com o desenvolvimento de drogas e técnicas clínicas. Será o responsável também por mapeamentos genéticos para a prevenção de doenças. Mas o uso da bioinformação tem limites mais amplos. A professora da Faculdade de Medicina da USP, Gilka Gattás, por exemplo, usou recursos da área para coordenar um projeto de localização de desaparecidos cruzando amostras de DNA.

POR QUE VAI BOMBAR | Além da identificação precoce de doenças, o bioinformacionista pode cuidar do sequenciamento genético de plantas para empresas de alimentos transgênicos.

QUANDO VAI ROLAR | Hoje os profissionais estão concentrados no universo acadêmico. De acordo com o ProFuturo, núcleo de estudos da FIA, por volta de 2020 eles serão comuns em hospitais e em clínicas de diagnóstico. Terão ainda um papel na indústria farmacêutica, já que os medicamentos serão feitos de acordo com os genes do paciente.

COMO SE PREPARAR | No Brasil, os estudos estão restritos aos cursos de pós-graduação. A profissão mistura área biológica — medicina, bioquímica, biologia molecular —, e de exatas, especificamente ciências da computação. “O profissional ligado à área digital de sequenciamento de genoma tende a vir dos cursos de ciências da computação”, diz João Batista do Espírito Santo, coordenador do curso de Ciências de Computação da USP.

 Modelador de órgãos humanosAlexandre Affonso
O QUE É | Por conta dos avanços na área de biotecidos, robótica e polímeros, já começa a ser possível a criação de órgãos para reposição ou membros de alta performance. O público iria de atletas do futuro a soldados mutilados em combates.

POR QUE VAI BOMBAR | A aplicação da modelagem e reconstrução de órgãos é abrangente: vai da criação de pele artificial para queimados ou para pesquisas na indústria farmacêutica à construção de órgãos mais complexos para transplantes. No Brasil, são quase 70 mil pessoas na fila de espera para receber órgãos novos. A possibilidade de construí-los em laboratórios mudaria esse quadro e poderia resolver deficiências físicas.

QUANDO VAI ROLAR | Os primeiros avanços para a formação deste profissional estão previstos para 2020. Por enquanto, alguns pesquisadores em universidades e centros de estudos se dedicam a essa área, mas ainda produzem em pequena escala. Por aqui, o pesquisador Marcus Castro Ferreira, da Faculdade de Medicina da USP, estuda o desenvolvimento de peles artificiais in vitro. E um laboratório alemão que começou a produzir tecido cutâneo para pesquisa na indústria farmacêutica e para transplantes tem planos de instalar uma filial no país.

COMO SE PREPARAR | No Brasil não existe ainda um curso de graduação específico na área. Mas o futuro modelador de órgãos humanos poderá atuar em diferentes áreas. Ele pode desenvolver, por exemplo, seu trabalho em ciências da computação. Assim ficaria responsável pelos projetos de modelagem de órgãos que envolvessem mapeamentos genéticos. Ou poderia atuar em projetos e simulações de tecidos. Esse profissional pode ainda atuar na área médica e trabalhar com desenvolvimento clínico — é ele quem vai garantir a integração do novo tecido ao organismo receptor. O ideal seria um profissional com base forte nessas duas áreas. No Brasil, existem cursos de pós-graduação na área de biomodelagem de tecidos, mas é importante completar essa formação com conhecimentos em tecnologia para os processos de modelagem virtual 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

É possível fazer refrigerante em casa?

  Sim. E é fácil! A base da receita costuma misturar suco de frutas (para dar o sabor) e água com gás (para gerar a efervescência e a refrescância).
  Mas há versões ainda mais complexas, com ares de iguaria gourmet. A tendência do refri artesanal vem ganhando força no circuito gastronômico norte-americano e europeu.
  A grife Brooklyn Soda Works, em Nova York, por exemplo, tem feito sucesso com receitas que misturam maçã, mel, ameixa, anis, gengibre e até pimenta jalapeño – sabores raros entre as marcas industrializadas.
  “Além de gostoso e divertido de fazer, o refrigerante caseiro é mais saudável. Você usa frutas de verdade e não precisa dos conservantes que vão nas versões industrializadas”, diz o chef Júlio Cruz.
Borbulhas caseiras – impressione os amigos com seu próprio refri
1. Separe os ingredientes:
  • 6 cenouras médias
  • 2 litros de água gelada
  • 1 copo americano de suco de limão coado
  • 1 copo americano de suco de laranja coado
  • 1 casca de laranja ralada
  • 6 colheres de sopa de açúcar
  • 2 litros de água com gás gelada
2. Modo de preparar:
  • Primeiro, pique as cenouras.
  • Bata-as num liquidificador com 1 litro de água.
  • Coe o líquido com uma peneira.
  • Volte para o liquidificador com o outro litro de água e bata por mais um minuto.
3. Para finalizar, dê os últimos toques:
  • Acrescente os sucos de laranja e de limão, a casca ralada e o açúcar. Bata mais um pouco.
  • Coloque em uma jarra, adicione a água com gás, misture bem e sirva imediatamente.
Dica: se quiser variar o sabor, basta substituir o suco de laranja por frutas vermelhas e dispensar as cenouras.


A receita da Coca-Cola
  Um dos maiores segredos dos refris, a fórmula da Coca-Cola, agora está em uma exposição aberta ao público. Em dezembro de 2014, a empresa retirou o documento do cofre onde estava guardado havia 86 anos, em um banco em Atlanta, EUA, e o colocou no museu World of Coca-Cola, na mesma cidade.
  Mas eles não são nada bobos: a “receita” continua trancada a sete chaves, longe dos olhos dos visitantes.

O que é o trem da morte?

  É como é chamado o trem que faz a rota entre as cidades bolivianas de Puerto Quijarro, na fronteira com o Brasil, e Santa Cruz de la Sierra. Espécie de rito de iniciação de todo mochileiro que se preze, o comboio cobre parte do trajeto que vai do Brasil à cidade inca de Machu Picchu, no Peru. Porém, ao contrário do que parece, seu nome não vem do fato de ele fazer um percurso cheio de perigos, como desfiladeiros, pontes prestes a cair e bandoleiros mal-encarados. O apelido nasceu no século passado, quando a composição foi usada para transportar leprosos, doentes e corpos das vítimas de uma grave epidemia de febre amarela que se abateu sobre a região de Santa Cruz. Além disso, naquela época, a ferrovia não estava em suas melhores condições e descarrilamentos eram comuns, o que contribuiu para reforçar a má fama do trem. Bom, mas chega de falatório. Prepare a mochila, e bem-vindo a bordo!

Lenda sobre trilhos
Saiba o que encontrar e como se virar na famosa locomotiva dos mochileiros
  Partindo do Brasil, antes de pegar o trem da morte, é preciso chegar a Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. De lá, dá para ir a Puerto Quijarro a pé - uma cidade é coladinha à outra. Para entrar na Bolívia, basta apresentar o RG e o certificado de vacina contra febre amarela. O ponto de partida é a estação de Puerto Quijarro, que, de tão movimentada, parece até uma feira livre. A passagem para Santa Cruz é uma merreca - a mais em conta sai por 19 bolivianos (cerca de 6 reais) -, mas deve ser comprada com antecedência, para não correr o risco de pagar o triplo do preço na mão de cambistas. Três comboios diferentes fazem a rota da morte. O preferido pela galera, por ser mais barato, é o Regional - mas haja paciência: são mais de 19 horas de sacolejo! No Expresso Oriental, o trajeto é feito em cerca de 16 horas. Já o Ferrobus, o mais bacanudo, tem vagões com cama e gasta menos de 14 horas.
  Para quem está com a grana contada, ou quer uma experiência roots de verdade, o lance é encarar o trem Regional. Mas se prepare. Os bancos são duros, com encosto fixo em 90 graus, e, como estão quase sempre lotados, muitas vezes a galera tem que viajar de pé ou dormir no chão, em meio a porcos e galinhas. A lentidão da viagem é garantida pelo pingapinga do comboio: ele vai catando e deixando gente em tudo quanto é vilarejo ao longo dos cerca de 640 quilômetros entre Puerto Quijarro e Santa Cruz. Mas o visu de extensas planícies compensa. Há trechos entre montanhas, mas que são fichinha perto dos precipícios da cordilheira dos Andes. 
Hoje, os descarrilamentos de vagões são raros. O maior perigo na viagem é ter uma baita dor de barriga por intoxicação alimentar. Nas paradas rola de tudo: desde limonada em balde até espetinho de carne de porco par a lá de suspeito. Em vez de encarar essas iguarias, a galera mais escolada leva um lanche reforçado na mochila. Também é preciso ficar de olho na bagagem. Com o intenso vai-e-vem de vendedores e o desce-e-sobe de passageiros nos vagões, se o cara se descuidar pode ficar sem a bagagem. Por precaução, vale amarrar a ponta da mochila numa corda e prendê-la às barras do bagageiro.
  Finalmente, após horas de sacolejo e espreme-espreme, chega-se a Santa Cruz de la Sierra, cidade mais populosa da Bolívia e destino final do trem da morte. De lá, para seguir por terra a Machu Picchu, é na base do busão. O roteiro clássico, cruzando os Andes, passa por várias cidades até chegar a Cuzco, no Peru.
Percurso de ferro
O trajeto até o trem da morte já foi todo feito sobre trilhos
  A galera que pega o trem da morte, na Bolívia, em geral chega a Corumbá (MS), ponto mais próximo da fronteira, de ônibus ou de avião. Mas, até o final da década de 1990, a viagem já começava sobre trilhos. De Bauru, no interior paulista, eram 1 300 km até Corumbá - quase o dobro do percurso do famoso trem boliviano. Hoje, esse trecho no Brasil é restrito a trens de carga.

Fonte Arco-Íris Lunar: A mais longa do mundo

    Oi, oi, v ocê gostaria de estar "no meio" da cachoeira, onde a água jorra da direita e da esquerda, brilhando com todas as co...